sábado, 17 de outubro de 2009

O que eu provoco nas pessoas - parte I

Fiz uma descoberta fantástica, talvez a melhor de toda a minha (curta) vida na Terra, eu provoco urticária às pessoas, vá, a uma pessoa em particular.
Melhor que isto dúvido que exista. Já nada me surpreende depois disto!

Sinto-me no auge. Realizada mesmo.

Não? Jura!


"Não gostas?! Come mais para te habituares!" - lema da família, aplicável em várias situações.
Todos os dias me lembro dele quando:
- tenho de acordar cedo;
- tenho de ir às aulas;
- estou nas aulas (mais precisamente a ter química, que é quando o sono se me vem nãh sê como);
- tenho de ir a pé para casa quando está um sol abrasador;
- chego a casa e tenho de estudar;
- tenho de fazer trabalhos;
- tenho de comer o que não gosto;
- tenho de fazer apresentações orais;
- tenho de fazer limpeza;
- tenho de lavar a loiça;
- tenho de juntar dinheiro para comprar alguma coisa inútil que não me faz falta nenhuma mas mesmo assim continuo a ter vontade de comprar (e cada vez mais);
- tenho de ir à baliza quando é o V a rematar (rezo para sair de lá viva);
- penso que tenho de fazer o trabalho de ap (dá trabalho, tudo o que dá trabalho não sei como mas desagrada-me);
- tenho de fazer a depilação [adoro aquela dor horrível, aquela sensação de desejar morrer a sofrer daquela maneira, sinto-me viva, é óptimo. Fazia a depilação todos os dias se fosse possível (porque que é que não nascemos sem pêlos??!)];
- me vêm o período e tenho aquelas dores maravilhosas e humor de cão (lindoo);
- o sporting perde;
- ao acabar de pintar as unhas com dedicação as espeto em qualquer lado e lá se vai a pintura à vida; também há a variante "unha partida";
- deixo o meu cabelo nas mãos de uma cabeleireira estúpida e ela me faz uma franja TORTA, olho ao espelho e só me apetece chorar tipo quero o meu cabelo de volta se fá-favor!;
- mando uma cabeçada na cama e me deixa praticamente KO (e sem força para proferir, sequer, um foda-se);
- compro uma pecita de roupa e no dia seguinte está a metade do preço (gostas de gastar dinheiro não gostas Bituca? aprende a não ser idiota sim? Dava um jeitão);
- se rasgam os collants no meio de uma festa (imaginam algo como o baile de finalistas? uma festa sem a mínima importância? claro é isso e toda a gente a olhar para nós) e não há par substituto;
- o nosso ex-namorado, aquele por quem ainda se tem um fraquinho, está aos beijos a outra a meio metro do nosso nariz (melhor sensação não há, aconselho a experimentarem);
- o amigo do nosso namorado nos parece 30 mil vezes mais interessante do que ele;
- "ele" me diz "gosto muito de ti, mas...";
- me está a chover em cima;
- durante o teste me dá uma branca súbita;
- perco apostas;

Enfim, está sempre presente o maldito lema. Sempre. Assim como o "come e cala-te".

As coisas que tenho de engolir e calar nesta vida....

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Mundo ao contrário

Todos nós temos uma máscara (ou várias) por diversas razões, ou para escondermos quem somos na realidade (por uma ou outra razão que só a cada um de nós cabe responder) ou para nos transportarmos numa outra realidade que não a nossa imaginando um Mundo e vivendo uma vida abstracta baseada na ilusão.
Tanta uma como outra levam a criar mentiras. Iludimos pessoas, mostramos facetas que não temos e escondemos as que não queremos mostrar (as menos boas, mas não menos importantes).
Trata-se de auto-defesa? Ou de falsidade? Devemos estar contra ou a favor? Gostaríamos que uma pessoa próxima de nós (familiares, amigos, companheiros) usassem uma máscara connosco? Até que ponto esconder o seu próprio eu se torna uma problema ou uma forma de vida?
Quando uma pessoa após várias experiências que teve na vida (e não se trata de ser mais velho ou mais novo, ambos adquirem máscaras e isto só acontece porque alguma vivência as fez optar por isso), após perceber que todas as pessoas nos desiludem de alguma maneira, após ter sofrido (e não estou a falar de desgostos de amor, esse é um dos menores problemas que a sociedade enfrenta hoje em dia), quando nos apercebemos que ao nos darmos aos outros, quando mostramos quem na verdade somos, somos usados, magoados, discriminados, olhados de lado, muitas vezes manipulados, entre muitas outras situações. O que fazemos? Mostramos o nosso verdadeiro eu a qualquer pessoa? Entregamo-nos a qualquer um? Não.
Criamos uma máscara à nossa volta. Podemos estar num momento frágil, podemos estar às avessas com o Mundo, podemo-nos sentir as pessoas mais tristes, sozinhas, feias, falhadas, irritadas... Mas será que vale a pena dar a conhecer isso? Mostrar o nosso lado frágil nem sempre é fácil.
Sorrirmos mesmo sem vontade, falarmos mesmo quando queremos estar em silêncio, ouvirmos quando nem estamos para aí virados, às vezes é uma escolha que fazemos.
Se é certa ou errada não sei.
Quando cometemos um erro, algo que nos arrependemos, que nunca pensámos fazer, às vezes escondemos. Porque? Porque é mais fácil escondermos do que mostrar que somos frágeis, que não somos as pessoas "perfeitas" que os outros pensam, que cometemos as maiores atrocidades porque aconteceu ou porque apeteceu ou porque não se estava à espera.
Escondemos muita coisa.
Mas não faz sentido mostrar tudo, contar tudo. E a cada dia que passa tenho mais a certeza disso. Com o tempo vemos que as pessoas não são aquilo que pensávamos (tal como acontece connosco também acontece com os outros, nunca ninguém mostra todas as suas facetas!) e que às vezes mais vale jogar pelo seguro do que metermo-nos na toca do lobo.
Torna-se um ciclo vicioso onde toda a gente joga.
Jogar. Vencedores e vencidos. Falsidade. Hipocrisia. Tudo isto faz parte do nosso dia-a-dia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Estou mesmo numa de agarrar numa malita, meter o essêncial lá dentro, e lá vai ela que se faz tarde!
Para onde? Não sei. Mas para bem longe daqui já era bom.

Farta até da merda da impressora, quanto mais das outras coisas insignificantes da vida, como esta, que para mim tem bastante importância. Pois o meu lugar era na cama.. a dormir!

(quando o sono se apodera de mim sou basicamente insuportável como as crianças, só não faço birra (quase) mas pouco falta).

domingo, 11 de outubro de 2009

Hoje fui

ao Circo Victor Hugo Cardinali.
E a verdade é que gostei bastante! Deixo-vos aqui só algumas fotografias (muito poucas em relação às que tirei) para não acabar com o mistério e suspense da coisa.






Muito pouco


O tempo não chega para o que preciso e quero fazer!
O fim de semana é muito pequeno para o meu gosto..

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não sou tímida mas...


Se há coisa que me custa fazer são apresentações orais. Apresentar à frente da turma torna-se um dilema.
Conheço todos mas estar ali à frente a dizer algo importante (que é totalmente o contrário do que faço no dia-a-dia) faz nascer em mim assim uns nervos que me tiram do sério, isto é engasgar, isto é faltar-me as palavras, é esquecer-me do que tenho de dizer, é não saber que posição hei-de tomar, é as pernas a tremer, é ver a professora a olhar para mim e eu a pensar ups, já meti o pé na poça.
Ou isto muda ou estou lixada!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Acontece

Às vezes assusta. É preciso ter cuidado.
Nunca se sabe o que vamos encontrar ao virar da esquina! AHAH

sábado, 3 de outubro de 2009

Para grandes males, grandes remédios

Os meus amigos podem contar comigo para tudo, menos para segurar a vela!
Tenho muita pena mas não fui feita para isso, lamento!
Quando vejo casais amorosos (pirosos por sinal) aos beijinhos (e não só), a dizerem coisas fofinhas ao pé de mim (aí é que está o problema é que tem de ser sempre ao pé de mim) e ambos com um sorriso estupido irrito-me, deprime-me! Quando me encontro num cenário tão deprimente como este só me apetece ir a correr para casa para fazer uma tarte de amêndoa (nham nham) e come-la toda, assim, sem mais nem menos, em 20 minutos.

Hoje era agradável estar só com ela e matar todas as saudades, sem ele estar ao pé. Mas isso é demasiado bom para ser verdade!
Enfim. Triste sina a minha!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Inocência a minha, devaneio o meu

Quem me dera voltar a ser criança. Não pensar, viver apenas!